4 estatísticas que você deve conhecer sobre a agroindústria no Brasil

Agroindústria no Brasil: 4 estatísticas que você deve conhecer
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Não é novidade que a agroindústria é uma das atividades de maior importância econômica do mundo, tendo em vista sua natureza essencial para a sociedade. O Brasil ocupa um lugar muito importante nesse cenário, já que nossas características geográficas nos permitem cultivar uma grande variedade de alimentos.

De acordo com dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (CEPEA), o agronegócio representou 21,4% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Atualmente, o Brasil figura como um dos maiores produtores e exportadores mundiais desse setor, que também é um grande gerador de renda em comunidades rurais.

Continue a leitura deste artigo para entender melhor o contexto da agroindústria na economia brasileira por meio de algumas estatísticas!

1. Lavouras de maior valor econômico

A agricultura é um setor de grande peso na agroindústria e um dos principais responsáveis pelo destaque do Brasil no comércio mundial. Os dados a seguir pertencem ao Censo Agro 2017, publicado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Pesquisa (IBGE).

Soja

A soja é a lavoura com maior valor de produção do Brasil. O ranking da pesquisa aponta o Mato Grosso como sendo o maior produtor brasileiro, com 8.862.732 de hectares e 29.778.544 toneladas de grãos cultivados.

Além disso, sua importância econômica se estende para outros países, tendo o Brasil como o segundo maior produtor mundial de soja. O complexo da soja equivale ainda a cerca de 45% das exportações nacionais do Agronegócio.

Cana-de-açúcar

A cana-de-açúcar é a segunda lavoura de maior importância econômica do país, sendo que sua produção está majoritariamente concentrada em São Paulo. O estado produz 347.684.180 toneladas distribuídas em 4.824.495 hectares de área cultivada.

O Brasil é o maior produtor de cana-de-açúcar do mundo, usada, principalmente, como matéria-prima para a produção de açúcar e álcool.

Milho

Em terceiro lugar está o milho, que também é produzido predominantemente pelo Mato Grosso, com 4.829.726 hectares de área colhida e 28.555.889 toneladas de grãos cultivados. Sua importância econômica está relacionada à sua variedade de usos, desde na alimentação humana e animal até em produtos da indústria em geral.

Café

Por fim, temos o café, ocupando o quarto lugar de cultivo mais produzido em território nacional. O estado de maior importância nesse sentido é Minas Gerais, que tem 931.270 hectares por área colhida, 1.423.184 toneladas de grãos cultivados e 3.674.018 pés de café.

Ainda, é inegável sua importância histórica para o país, visto que foi um dos maiores geradores de riqueza assim que deu-se iniciou o cultivo das primeiras lavouras.

2. Espécies de rebanhos mais criados

O mesmo Censo Agro 2017 apresenta estatísticas acerca dos tipos de rebanhos mais criados no Brasil. Assim, como a agricultura, a criação de animais também tem uma importância significativa para o desenvolvimento da agroindústria. Vejamos os números a seguir.

Frangos

De longe, a produção avícola é a mais expressiva no país, chegando 1.362.254.000 cabeças por rebanho e 4.672.363.000 dúzias de ovos produzidos.

De acordo com o informativo CEPEA, todas as regiões brasileiras demonstraram um aumento significativo na produção de aves de 1981 a 2013. Parte disso se deve à mudança no estilo de vida dos consumidores, que estão optando por carnes mais saudáveis e com menor teor de gordura.

Bovinos

A pecuária bovina é a segunda maior do país, com 172.719.164 cabeças de gado por rebanho. Apesar da sua posição inferior no ranking, os bovinos desempenham um papel muito importante na economia nacional e colocam o Brasil numa posição de destaque no mercado internacional.

Atualmente, o país se consolidou como um dos maiores produtores, exportadores e consumidores de carne bovina do mundo. Em 2015, foram 209 milhões de cabeças criadas, 38,6 kg de carne consumidos por habitante/ano e 1,9 milhões de toneladas de carne exportadas, de acordo com nota técnica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Ainda, o faturamento dessa indústria aumentou em 45% nos últimos 5 anos e já representa 6% do PIB nacional e 30% do PIB do Agronegócio.

Suínos

A suinocultura é a terceira maior criação de animais para consumo do Brasil, com 39.346.192 cabeças criadas por rebanho. A carne suína é a mais produzida no mundo, sendo o Brasil seu quarto maior produtor mundial, perdendo apenas para China, União Europeia e Estados Unidos.

3. Perfil dos produtores brasileiros

O Censo Agro 2017 feito pelo IBGE traçou ainda o perfil socioeconômico das pessoas que se ocupam com atividades rurais. Os dados apontam uma grande prevalência de produtores do sexo masculino (81%), contra uma minoria do sexo feminino (19%).

Em ambos os gêneros, observa-se que a maior parte dos trabalhadores têm de 35 a 74 anos, sendo muito pouco a quantidade de jovens de até 24 anos. As etnias ou raças predominantes são a branca (45,43%) e a parda (44,47%).

Quanto à escolaridade, a maioria frequentou até a antiga escola primária (23,77%), o ensino fundamental (19,13%), o ensino médio (12,68%) ou nunca frequentou a escola (15,45%). Apenas uma pequena parcela concluiu a graduação no ensino superior (5,58%) e o mestrado ou doutorado (0,29%).

É muito interessante perceber que a agroindústria brasileira é uma atividade majoritariamente familiar, com 73% do pessoal ocupado tendo algum laço de parentesco com o produtor. Embora uma minoria de estabelecimentos rurais seja comandada por mulheres, elas são a grande maioria do pessoal ocupado com parentesco (65%).

4. Perfil dos estabelecimentos rurais

Prosseguindo com as estatísticas do Censo Agro 2017, vamos falar agora sobre o perfil dos estabelecimentos rurais brasileiros. Os números mostram que a maior parte da terra utilizada é destinada a pastagens (45%), a matas ou florestas (29%) e a lavouras (18%).

Entre as técnicas de cultivo, observa-se que a maioria das propriedades não usa adubos (58%), nem agrotóxicos (68%). Dentre os que fizeram a adubação, cerca de 20% optou pela química, 12% pela orgânica e 11% pelas duas. O cultivo mais usado nas lavouras é o convencional (5%), seguido pelo cultivo mínimo (36%) e pelo plantio direto na palha (19%).

A pesquisa indica que a maioria dos produtores trabalha individualmente (72.02%), são proprietários ou coproprietários de suas terras (80,99%) e não obtiveram nenhum tipo de financiamento (85%).

A agroindústria desempenha um papel significativo para a economia brasileira, com uma participação muito importante das propriedades rurais familiares. Além da produção de matérias-primas, elas são as principais responsáveis pela variedade de produtos derivados, como queijos, farinhas, pães, embutidos etc., além da geração de renda entre os moradores do campo.

Agora que você já conhece o panorama da agroindústria brasileira, compartilhe o artigo em suas redes sociais e mostre a grandeza desse setor para a economia nacional!

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